Pagamentos não contabilizados Prazo para pagar imposto fica maior
out 31

Cada empresa tem a sua política para controlar o acesso dos empregados e gestores à internet. Algumas são mais fechadas e outras permissivas, o que pode ser explicado, em parte, pela própria natureza do negócio. Conduzir-se nesses dois ambientes é tarefa que cabe ao profissional que, não raras vezes, comete abusos que podem comprometer não apenas a sua imagem mas a da organização.

Segundo o professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMinas) Manoel Palhares Moreira, o uso do e-mail no ambiente de trabalho deve priorizar assuntos referentes à organização. “O e-mail institucional é da empresa e deve ser utilizado para esse fim. Temas pessoais devem ser abordados em endereços alternativos”, destacou. Seja por pressa ou mesmo por comodidade, a conta da empresa se torna a oficial do indivíduo, um erro que tem colocado muitas carreiras em risco.
Por outro lado, a permissão para acessar a conta de e-mail particular também dá espaço para ocorrências profundamente constrangedoras. Enquanto a conta da empresa tem informações como nome, sobrenome e setor de atuação, a de uso pessoal traz adjetivos como gatinha, fofinha, gostoso e assim por diante, que não ficam bem no cabeçario de nenhuma mensagem enviada, seja para aquele fornecedor conhecido ou para o cliente. Antes de cometer esse tipo de engano, o profissional deve se lembrar que aquele adjetivo pode dizer mais sobre ele do que o necessário.

Segurança - Questionar a política da empresa não é permitido, na maioria dos casos, principalmente para quem observa a situação de fora. “As empresas devem deixar essa política de acesso bem clara para os empregados”, lembrou. Dessa forma, ficará mais fácil garantir a segurança dos dados referentes ao negócio - sobretudo aqueles considerados estratégicos - e, ainda, a produtividade.

Evitar problemas envolvendo a rede de computadores é algo que requer educação e bom senso, além de tecnologia e antivírus, é logico. Se o funcionário acessa a internet do seu ambiente de trabalho, é importante que tenha ali o mesmo comportamento que teria se estivesse em relação ao seu computador de casa. Evitar abrir documentos suspeitos ou mensagens de desconhecidos são duas ações que podem proteger o sistema e garantir que o trabalho em curso não será refeito no dia seguinte.

A professora do Centro Universitário UNA Juliana Vedova explicou que o ambiente corporativo, assim como os outros, também estão sendo invadidos por profissionais que têm padrões excessivos de comportamento em relação ao uso/acesso à internet e que, para matar a vontade de responder a próxima mensagem recebida on line deixa de lado o trabalho do dia para se concentrar em que está no MSN ou na rede de relacionamentos. “A mídia internet se expandiu em alcance, o que foi legitimado pela cultura pelas facilidades e utilidades que oferece. Por outro lado, todo padrão excessivo traz sofrimento”, destacou.

Limite - Ultrapassar o limite não é difícil. Há quem deixe de dormir ou até mesmo de se alimentar e sair de casa para passar horas a fio na frente do computador. Esse vício acaba chegando, de alguma forma, ao ambiente organizacional. “Há pesquisas que apontam que entre 6% e 10% dos usuários de tecnologias são dependentes desses recursos, sejam eles a internet ou o telefone celular, por exemplo”, apontou.

Nesses casos, qualquer limitação de uso pode significar um problema para o profissional. De acordo com Juliana Vedova, os indivíduos que estão viciados dão sinais de que não suportam a situação. A boa notícia é que há solução para esse problema, o que passa obrigatoriamente por um acompanhamento psicológico e, em alguns casos, até psiquiátrico com o objetivo de possibilitar que a pessoa mude de hábitos, ou seja, que saia da frente do computador para se relacionar ao vivo e a cores com as outras pessoas.

Há pesquisas que apontam para uma mudança na forma de contato por e-mail, no ambiente organizacional, como forma de reduzir a possibilidade de mentiras e erros, principalmente em processos de negociações. Segundo a professora, quem tem maior facilidade em se comunicar pela internet que ao vivo e a cores tem, na sua história, alguma situação de rejeição e, portanto, prefere não se mostrar como realmente é.

Fonte: Diário do Comércio - MG

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